Gestão da consulta

Como escolher um software para nutricionistas: 10 perguntas a fazer antes de decidir

Equipa beryvo · · 7 min de leitura

Um software de consulta acompanha-o durante anos: guarda as fichas, os planos, as consultas e, cada vez mais, a relação com o paciente entre consultas. Mudar a meio custa tempo e, muitas vezes, dados que ficam para trás. Antes de decidir, vale a pena fazer estas dez perguntas, a qualquer fornecedor.

1. Onde ficam os dados e quem os pode ver?

Fichas, análises e planos são dados de saúde, uma categoria especial no RGPD. Pergunte em que país ficam alojados (dentro da União Europeia evita transferências internacionais), se a separação entre clínicas é garantida na base de dados ou apenas no ecrã, e se uma assistente consegue ver informação clínica. O ideal é que a assistente trate da agenda e dos contactos sem acesso às consultas.

2. Posso levar os meus dados se sair?

Um bom programa deixa-o exportar pacientes, consultas e pagamentos a qualquer momento, num formato que abre no Excel. Se a exportação só existir «a pedido», ou em PDF, está preso ao fornecedor.

3. O paciente tem uma app, e está incluída no preço?

Hoje o acompanhamento não acaba na consulta. Com uma app, o paciente vê o plano no telemóvel, regista o que come, envia mensagens e marca a consulta seguinte. Confirme se a app é gratuita para o paciente, se funciona em Android e iPhone e se o paciente precisa de instalar alguma coisa.

4. A tabela de alimentos é portuguesa?

Um plano feito com alimentos de uma tabela estrangeira obriga a trocar metade das escolhas. Procure a Tabela da Composição de Alimentos do INSA, medidas caseiras («1 fatia», «1 iogurte») e a possibilidade de criar os seus próprios alimentos a partir do rótulo.

5. Quanto tempo demora um plano alimentar?

Peça para experimentar com um caso real. Veja se consegue dar opções por refeição, usar equivalências, juntar receitas e gerar a lista de compras sem sair do editor, e se o PDF sai com o nome da sua clínica.

6. A agenda trata das faltas?

Lembretes automáticos, confirmação de presença, lista de espera e uma página de marcação online poupam horas de telefone por semana. Se usa o Google Calendar, confirme que as consultas aparecem lá sem ter de as copiar.

7. Como se paga, e o que acontece se crescer?

Há programas com preço fixo, outros por número de pacientes ativos. Veja o que conta como «paciente ativo», o que acontece se passar o limite (bloqueia ou avisa?) e se há fidelização. Um período experimental sem cartão é sinal de confiança no produto.

8. Funciona no telemóvel e no computador?

Entre consultas vai querer responder a uma mensagem ou ver a agenda no telemóvel. Confirme que o programa funciona bem num ecrã pequeno, e não apenas numa versão reduzida.

9. Há suporte em português, e com que rapidez?

Quando algo falha a meio de uma consulta, um email respondido dois dias depois não chega. Pergunte como se contacta o suporte e se o manual está em português de Portugal.

10. O programa está a evoluir?

Veja quando saiu a última novidade e se as sugestões dos clientes chegam ao produto. Um programa parado há anos tende a ficar para trás nas regras de privacidade e no que os pacientes esperam de uma app.

Como experimentar sem perder tempo

  1. Escolha dois ou três programas e crie uma conta de teste em cada um.
  2. Use o mesmo paciente fictício em todos: ficha, cálculo nutricional, plano e marcação.
  3. Envie o convite da app para o seu próprio telemóvel e veja o que o paciente vê.
  4. Exporte os dados no fim, para confirmar que consegue sair.

A beryvo foi feita para responder a estas perguntas: dados alojados na União Europeia, app do paciente incluída, tabela do INSA, agenda com marcação online e exportação dos dados em qualquer momento. Pode experimentar 7 dias sem cartão.

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