Prática clínica

Equivalências alimentares: como dar liberdade ao paciente sem sair do plano

Equipa beryvo · · 6 min de leitura

Um plano alimentar rígido falha à primeira ida a um restaurante ou à primeira semana sem o alimento previsto. As listas de equivalências resolvem isto: o paciente troca um alimento por outro do mesmo grupo, na quantidade certa, e o plano continua equilibrado.

Como funcionam

Os alimentos são agrupados pelo nutriente que os caracteriza (hidratos de carbono, proteína, gordura). Dentro de cada grupo, define-se a quantidade de cada alimento que fornece aproximadamente o mesmo. O plano passa a dizer «2 porções de cereais» ao almoço, e a lista mostra o que conta como uma porção.

Exemplos da Roda dos Alimentos

A Roda dos Alimentos portuguesa define porções equivalentes dentro de cada grupo. Alguns exemplos, para uma porção:

GrupoUma porção equivale a
Cereais e tubérculos1 pão (50 g), 4 colheres de sopa de arroz ou massa cozinhados (110 g) ou 1 batata e meia de tamanho médio (125 g)
Fruta1 peça de fruta de tamanho médio (160 g)
Laticínios1 chávena almoçadeira de leite (250 ml) ou 1 iogurte líquido
Carne, pescado e ovos25 g de carne ou pescado cozinhados, 30 g crus, ou 1 ovo de tamanho médio (55 g)
Gorduras e óleos1 colher de sopa de azeite ou óleo (10 g)

Para planos individualizados, muitos profissionais preferem construir as suas próprias listas a partir da tabela de composição do INSA, com as quantidades ajustadas ao objetivo de cada paciente.

Como explicar ao paciente

  • Comece com poucos grupos e poucas trocas; junte mais quando o paciente estiver à vontade.
  • Use medidas caseiras que ele tem em casa (colher de sopa, chávena, fatia).
  • Dê exemplos de refeições completas feitas com trocas, não só listas.
  • Explique que as trocas são dentro do mesmo grupo: batata por arroz, não batata por fruta.

Erros comuns

  • Listas enormes que o paciente nunca consulta.
  • Equivalências só em gramas, que obrigam a pesar tudo.
  • Esquecer as bebidas e os alimentos que o paciente mais come.

Na beryvo, cria as suas listas de equivalências (ou parte das listas iniciais) e, no plano, cada alimento pode ter alternativas: um clique preenche-as a partir das listas, e o paciente vê-as na app e no PDF, ao lado desse alimento.

Fontes

  1. Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, Instituto do Consumidor. A nova Roda dos Alimentos: um guia para a escolha alimentar diária. 2003.
  2. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Tabela da Composição de Alimentos.

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